quem sou eu...
Gustavo Corrêa, 18 anos, curso Jornalismo na Famecos (PUC/RS), gosto de música, futebol, festas e odeio falsidade, tédio e engarrafamentos
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Quarta-feira, Maio 28, 2003 Mesmo assim, não deixo de assistir filmes e sigo minha rotina dedicada a David Lynch. Vi Twin Peaks, o filme, uma história intrigante que com certeza não tem o final que gostaríamos de ver. Na verdade, vendo atentamente notaremos que houve um equívoco, e parece que a última cena é a consciência. Também loquei Dragão Vermelho, obra lançada em 2002, que retoma o tema de Serial Killers e mostra como o canibal mais famoso dos últimos anos, Hannibal Lecter, foi preso. A partir daí inicia mais uma ação, na qual seu carrasco (o policial que o prendeu),um agente do FBI chamado Will Graham, procura um brutal assassino que mata famílias inteiras e tende a continuar o fazendo, a menos que alguém o impeça. O policial é interpretado por Edward Norton e Hannibal, como nos dois outros episódios(O silêncio dos inocentes e Hannibal), recebe a brilhante atuação de Anthony Hopkins. No elenco estão presentes atores renomados, como Harvey Keitel e Ralph Fiennes. postado por: tenfootpole 9:51 PM Palpites: É, eu voltei! depois de uma semana dedicada à faculdade,estou de volta. A faculdade começa a dificultar e decidi não deixar para depois as coisas que posso fazer agora. Vários trabalhos, leituras, etc. Eu tenho bastante tempo para isso, então vou utilizá-lo para esses fins. postado por: tenfootpole 9:50 PM Palpites: Quarta-feira, Maio 21, 2003
bá, ATENÇÃO para o comentário desse professor, sobre a frase escrita na parte de baixo do anúncio. Ali diz: Mata a sede e hidrata seu corpo Então, Fernando Azevedo circulou a palavra corpo e escreveu:o meu corpo de camêlo? Confesso que acho esse um bom professor, inteligente e parceiro. Mas nessa ele foi muito infeliz. É evidente que o anúncio destina-se a pessoas capazes de diferenciar seu corpo do de um camêlo.Melhor deixar assim mesmo... postado por: tenfootpole 8:27 PM Palpites: PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Quem foi a primeira pessoa a misturar arroz e feijão? postado por: tenfootpole 8:24 PM Palpites: Terça-feira, Maio 20, 2003 Sábado, fui à Casa Rosa. Confesso que,ultimamente,fora os covers de Nirvana feitos pela Untitled e os alucinantes shows da XamorX e da Tombshit, pouca coisa era capaz de me animar na cena HC/grunge/punk da grande POA. Esse fim-de-semana, assisti uma banda que me lembra Rancid com o vocalista do Osker. Já havia escutado algumas mp3 deles e havia gostado,mas ao vivo eles se sobressaem. A Banzai! é isoladamente a banda mais legal que anda tocando por aqui. Não dá para dizer que eles inovam em alguma coisa, porém,os caras tocam legal, e o cantor faz a rasgada do Tim com o timbre do cara do Osker(não sei o nome). Outra bandinha que está progredindo bastante é a Draminis. Lembro-me de um show no tapuias, há um bom tempo. De lá pra cá eles melhoraram muito, principalmente nas músicas próprias, cheias de terças,oitavas e outros elementos que dão aquele toque final no HC melódico da banda. Fui muito bem informado sobre a Major Fox, que toca sábado nessa mesma casa. Houve um festival de bandas no qual ela foi uma das três finalistas, e me disseram que lembrava Green Day (acho legal, mas muito lento). Ficou na minha mente a idéia de um Dia Verde mais rápido, veremos... A Culpados Inocentes faz covers de Face to Face, o que com certeza dá um ânimo a mais para quem vos fala. Esse sábado tirarei minhas conclusões. Por enquanto combato essa gripe horrível, que deve ter me dado surdez, porque hoje, pela primeira vez nesse ano,não ouvi o despertador e fui acordar 9 horas, sendo que minha aula começa às 8. Decidi, então, aproveitar e dormir até às 11. Que Bruno Bergamin me perdoe, mas eu já decorei a história da família Porto Alegre. postado por: tenfootpole 8:27 PM Palpites: Segunda-feira, Maio 19, 2003 Hoje, fiz meu desgastante trabalho de INtrodução ao Jornalismo II. Vinha adiando esse dia desde que começei a pensar em fazê-lo, há umas 2 semanas. Se voltarmos um mês e meio para trás, ainda recordo do professor Jacques Gutwirth questionando a todos sobre o tema do ensaio. Eu, nessa ocasião, respondi da forma mais clássica: "bá, não sei professor. Ainda não achei nada que me agradasse'.. Pura balela!!.. Eu nem tinha pensado merda nenhuma, baita preguiçoso. Mas depois disso decidi tentar elaborar alguns temas e cheguei a três. Fui até à mesa do professor e apresentei-os. Aí começou meu ódio por este cidadão, amenizado apenas quando ele me emprestou um livro, que me auxiliou bastante no trabalho. Ocorreu, entretanto, que no momento em que coloquei os tópicos para o mestre, ele chineliou com as 3 idéias da forma mais grossa e cuzona possível. Para completar, ainda acrescentou: "Eu não entendo porque vocês ficam se perfurando hoje em dia!", numa referência conservadora e infeliz ao meu piercing. Acho que se você não entende não fala. Não tem coisa pior que dar hipóteses sobre o que não compreende. Continuando a história, saí desanimado e desinspirado desse encontro. Mas uma idéia apresentada pelo próprio professor me interessou. Ele havia citado algo sobre imprensa alternativa, dizendo ser um bom assunto com bastante referência bibliográfica. Fui à biblioteca e realizei uma pesquisa acerca do tema. Encontrei muitos livros e decidi inclinar-me para esse campo na pesquisa. Estive com eles nas últimas 3 semanas e apenas hoje realizei a tarefa, embora já os estivesse lendo desde o começo. Agora, com o sentimento de dever cumprido, estou há mais de 30 minutos na internet. Há essa hora, isso significa conta telefônica e encheção de saco, mas que se fodam também! 4 horas sem parar de escrever merecem algum luxo. :) postado por: tenfootpole 4:54 PM Palpites: Sexta-feira, Maio 16, 2003 -oi gatinho, como vai? -tudo bem comigo e com você? - oi gato. afim de conversar? -sim, manda -o que quer fazer comigo? -o que você quer que eu faça? -nem te digo -hummmm, por que não? -o que pode querer uma garota, sozinha em casa, apenas com seu cachorro? -eu imagino,só não entendo por que você quer que eu diga e não diz.. -será que dá para transar com um cachorro? -imagino que dê.. mas não deve ser muito agradável.Melhor com um ser humano -sera que não? tô afim de experimentar, o quê acha? -eu acho que são tuas intimidades.Tu decide o que fazer nelas -me dá uma dica para começar -o seu cachorro está do seu lado? só de falar já estou todinha molhada.Sim,o que devo fazer? -sexo com ele.Não era isso que tu queria? -mas de quê jeito, como faço para ele ter ereção? -realmente não me interessa o que ocorrerá entre tu e teu cachorro -será que ficando de 4 ele se anima?me ajuda por favor... »¡« O nick GATA não está no IRC »!« esse mIRC... cada uma postado por: tenfootpole 11:04 PM Palpites: Quinta-feira, Maio 15, 2003 EU NÃO SOU MENTIROSO, MEU Situação hipotética. Alguém liga pra outrém: -Alô, quem fala? -É o Zé Roberto -posso falar com o wendell? -quem? -wendell...dabliu,e,ene,de,e,ele,ele -Não, eu tinha entendido, só que não mora ninguém com esse nome aqui -Como não? -Não rapaz. Deve ter sido um engano. -Que número é aí? -que número tu queria ligar? -32398909 -Esse é o número aqui sim, mas não mora nenhum endell aqui -não é endell, é uendel, se fala com um "u" antes -tá, e daí, não mora ninguém com esse nome aqui, devem ter te dado o número errado, sei lá! -tá ok então, valeu -tchau Depois de 5 minutos: -alô, olha só, desculpa incomodar de novo... -quem fala? -sou eu que tinha acabado de ligar -tá, e quem é você? -meu nomé é Anderson -fala então. - é que eu tava olhando no guia e procurei o nome do wendell, ali tá escrito esse telefone no lado do nome dele -é impossível rapaz. Esse telefone é meu, eu moro aqui há 6 anos com o mesmo número -bom. Não é o que o guia diz -tá e tu acha que eu tô te enganando? -não, não, mas sei lá, ele não mora aí? -tu tá te contradizendo rapaz. Tu sabe que não. Quem mora aqui sou eu, tu tá achando que eu tô te enganando né? -bom, o guia também diz isso. -eu não sou mentiroso, meu. -tah ok então, tchau passam mais 15 minutos: -alô, desculpa mas é que eu tenho que falar com o wendell -meu deus criatura, já te falei que esse não é o telefone dele. para de perturbar -é que eu liguei pro 102 e me disseram a mesma coisa -quer saber então?? faz o seguinte: liga pra essa bosta de 102 e fala pra eles que quem mora aqui não é wendell coisa nenhuma. Meu nome é José Roberto Johnson Figueiras e esse telefone é meu cacete. Porra do caralho. Para de enche o meu saco seu imbecil, não entende que tem gente com mais coisa pra fazer da vida do que ficar atendendo telefonemas duym retardado mental como tu, bosta. Te enxerga magrão, vai te fude meu, eu tenho que acabar esse bagulho aqui, é pra amanhã meu, e tu fica me pereturbando. Ah, e se tu falar com o wendell, manda dizer que o nome dele é uma bosta e também manda ele ligar pra os caras do guia telefêonico e consertar esses erros. -tah ok, desculpa, tchau. No outro dia: -alô, e aí cara, tudo bem? -ah não meu, o que tu quer? -é que eu falei com o wendell e ele mandou dizer que nome feio é o teu -tá, é só isso? -não, ele disse que vai passar aí na tua casa. o wendell é campeão de vale-tudo e na verdade ele é teu vizinho. -puta merda. Ele é do 302? -é.. mas eu queria me desculpar por te incomodar ontem. -ahh.. ok.. o wendell disse que ia vir aqui? -eu não sou mentiroso, meu. postado por: tenfootpole 11:36 PM Palpites: Quarta-feira, Maio 14, 2003 Depois de "cubo", assisti ontem "Cubo 2:Hipercubo". Devido à boa repercussão do primeiro, o segundo foi criado cercado por expectativas, também com a função de complementar as idéias do outro. Após ver cubo 1 você não recebe nenhuma resposta do que é, por que existe, onde se localiza o cubo? A história consiste em um grupo de estranhos que repentinamente se vê dentro desse cubo. No primeiro, não há uma razão lógica para o porquê de serem aquelas pessoas e não outras. No segundo, surge uma relação que o espectador constrói durante o filme. O cubo traz diversas salas, muitas vezes compostas por armadilhas. Os mais diversos estilos de pessoa estão ali dentro, desde deficientes até psicopatas. Chega a parecer clichê a semelhança entre os personagens de um e outro. Há multiplicidade racial:negros,brancos,japoneses,pardos,etc. Isso é positivo se esquecermos que todos são americanos. Deixando de lado meu eterno desgosto pelo americanismo, voltemos ao filme. Não devemos considerar esses filmes assustadores. O ambiente do primeiro é mais escuro, gerando um pouco mais de tensão.O segundo parte mais para o terreno dos efeitos visuais, caracterizando uma ficção científica com um pouco de suspense. Fica evidente a superioridade do primeiro sobre sua seqüência, tanto pelo sentimento de novidade quanto pelo maior realismo. O desfecho da trama decepciona bastante. Ele apenas adeqüasse a trama, quando o que todos esperamos é o surpreendente. Considero, porém, esse o tipo de filme no qual final algum seria capaz de satisfazer nossas fantasias. Esse é um final sóbrio, discreto, que nem por isso tira o mérito da idéia. postado por: tenfootpole 8:01 PM Palpites: Terça-feira, Maio 13, 2003 Aqui estou eu, pequeno intervalo entre um compromisso e outro. Terça e quinta são dias cheios na minha agenda, ao contrário dos demais, onde dedico-me ao ócio, constantemente preenchido por filmes, passeios e livros. Venho vendo muitos filmes e talvez por isso tenha postado tanto sobre eles. Agora vou começar uma rotina dedicada a David Lynch. Ela só será interrompida por Cubo 2, O chamado e a versão japonesa desse , que se não me engano, foi denominada ''Ring, o chamado". Passeios sempre são basicamente os mesmos: idas ao centro para comprar CDs, fitas, roupas,etc. Nesse momento estou sem ter nada para comprar, portanto, mais do que nunca tento arranjar uma ocupação para essas tardes. Surge um curso de inglês, basicamente conversação, que não venho praticando regularmente (cantar e escrever letras não é suficiente). Estágios já estão sendo observados, mas só a partir do segundo semestre poderei fazê-los, pois tenho cadeiras à tarde nesse semestre. "Ah, arranja uma mulher atolado", dirão os xaropes. Tenho que admitir que seria uma ótima nesse momento. O cara começa a cansar de ficar sozinho. Aquela história de só ter garotas no fim-de-semana, sem compromisso, não faz mais tanto sentido pra mim. 16:47... Eu nunca tinha falado sobre mim tão explicitamente nesse blog. A coisa era mais uma prática de textos e dissertações, só agora mostro um pouco do que eu sou para meus leitores, que provavelmente já sabem, pois eu conheço todos! hehehehehe. Alguns escutam coisa parecida todo dia (meu acervo de papos é corriqueiro e diminuto). Se você não me conhece e está lendo esse blog, comenta aí! Quero muito saber a quantas anda isso daqui. Se não houver absolutamente uma alma desconhecida pra se manifestar, continuarei escrevendo pois esse sempre foi meu principal intuito aqui. Agora, se houver, com certeza terei ainda mais vontade de colocar coiusas legais aqui. Sou um jornalista, porra, quero ser lido!Então estão intimados a comentar... Agora sim, vou conectar e postar isso.. depois vou para minha interessante e CANSATIVA aula de Realidade Social-Econômica Política Brasileira, mais conhecida como RSEPB nos meus trabalhos, já que tenho preguiça de escrever o nome inteiro. Tchau! postado por: tenfootpole 4:53 PM Palpites: Segunda-feira, Maio 12, 2003 David Lynch nasceu para nos intrigar. É muito difícil ver um filme dele e entendê-lo imediatamente. O quebra-cabeça Lynchiano precisa de raciocínio e inteligência para ser desvendado e não necessariamente o será, pois muitas vezes as coisas realmente não fecham. O estilo do autor, inveterado ilusionista, consiste em misturar personagens ininterruptamente. Cria-se um ambiente utópico onde a realidade e a fantasia se confundem. Outro traço constante nas obras de Lynch é a presença de belas mulheres e cenas de sexo quentíssimas. As garotas são muito bem maquiadas,destacando-se também lábios pintados com cores fortes e sensuais(vermelho, preto)e olhares misteriosos e atraentes. Um bom exemplo do puzzle que David cria pode ser visto no filme A Estrada Perdida. Lançado em 1997, traz no elenco Bill Pullman e Patricia Arquette. Se você é aquele tipo de espectador que precisa DESESPERADAMENTE entender o filme, não assista esse. O irracional mistura-se freqüentemente com o racional, sejam através de alucinações de Fred, o personagem principal da trama, ou de seu alter-ego(??) Pete. As personagens femininas interpretadas por Patricia, são em grande parte causadoras dos distúrbios ocorridos na mente de Fred. O enredo básico do filme, consiste no confrontamento de Fred com seu ciúme e sua insinuante e misteriosa mulher. Mais do que isso é impossível explicar, quando você vê ele está preso, de repente, vira outra pessoa que se envolve com sua esposa,agora com nomes diferentes. O encanto das obras do diretor está exatamente nesse ponto: nada é óbvio, nem tudo se explica, esse é um filme no qual você tem que pensar MESMO postado por: tenfootpole 4:24 PM Palpites: Sexta-feira, Maio 09, 2003 Visual alterado! postado por: tenfootpole 10:20 PM Palpites: Quinta-feira, Maio 08, 2003 Há coisas que não mudam: 1) Os EUA continuam criando seus próprios inimigos. 2)Os EUA continuam soberanos perantes o resto do mundo. 3)Os celulares da TIM continuam sem sinal em vários lugares. 4)Eu continuo solteiro. 5)Os livros que retirei para o ensaio de jornalismo continuam na minha estante, a saga dos "intocáveis'. 6)Os professores continuam realizando provas todos na mesma semana. 7)O plug de ligação entre minha TV e o aparelho da NET continua com mau-contato (2 anos ou mais). 8)O pedal da embreagem continua soltando. Os ladrões devem estar arrependidos. 9)O relógio continua transformando AM em PM repentinamente(as pilhas estão novas!). 10)Jesus Cristo continua no lado da minha cama, embora anos já tenham passado desde que fui à igreja pela última vez. 11)Eu continuo não sabendo as letras que ensaio praticamente todo fim de semana. 12)O celular continua tocando justamente na hora em que estou passando pela esquina dos assaltos. 13)Eu continuo gastando dinheiro em bobagens. Dizem que 13 é o número do azar...No meu caso isso junta-se com má-vontade, preguiça, etc. postado por: tenfootpole 8:46 PM Palpites: Quarta-feira, Maio 07, 2003 "Mulholland drive",lançado no Brasil com o nome "Estrada dos sonhos", foi um dos mais inteligentes, confusos e complexos filmes que vi até hoje. Ainda não consegui entender todos os enigmas escondidos por trás da história, espero que amanhã, ao vê-lo novamente, essas dúvidas sejam tiradas. A facilidade que tive na compreensão da obra foi os créditos dados nesse DVD. Ultimamente procurava alugar apenas fitas, por razões econômicas. Dessa vez decidi abrir a mão, pois tinha referências de que o filme precisa ser visto mais que uma vez, melhor ainda se as cenas forem separadas e eu possa vê-las individualmente. Inicialmente lançado apenas para a TV, nota-se uma diferença entre as duas metades do filme. A primeira é mais lógica e televisiva, enquanto a segunda traz à tona todos os mistérios e intrigas que o filme irá lhe causar. Começam a suceder-se seqüências de pouco diálogo e muita gestualização,que misturados a lugares e situações, contrariam fatos ocorridos na primeira parte. A crítica de Roger Ebert, no Chicago Sun times, dá uma boa noção do que o filme é: "This is a movie to surrender yourself to. If you require logic, see something else. "Mulholland Drive" works directly on the emotions, like music. Individual scenes play well by themselves, as they do in dreams, but they don't connect in a way that makes sense--again, like dreams. The way you know the movie is over is that it ends. And then you tell a friend, "I saw the weirdest movie last night." Just like you tell them you had the weirdest dream.". E isso está certo, você nunca achará uma lógica que explique absolutamente tudo, as peças desse quebra-cabeça não se juntam. Haverá sempre uma cena que lhe fará mudar um pouco suas conclusões, já que as contradições se impõe, não importa o caminho que você tome. A história do filme, sem atentar-me aos seus personagens, envolve a busca de uma mulher por sua memória, perdida em um acidente de carro. Ela decide adotar o nome Rita, apenas para ajudar em sua explicação dada à dona da casa(Betty) onde ela aparece. As duas tornam-se amigas e amantes e passam a investigar evidências que levem a identidade de Rita. Entretanto, o começo da segunda parte muda os personagens. Rita passa a ser Camilla e Betty vira Diane. Aí começam as confusas pistas: O que será sonho e o que não? por que isso, por que aquilo, etc. Só assistindo para interpretar à sua maneira. O grande David Lynch, de "Veludo Azul" e "O homem Elefante",mostra seu estilo underground e viajante que encanta a todos nessa obra-prima. As atrizes Naomi Watts(Betty e mais tarde Diane) e Laura Harring (O amor é uma grande fantasia), além de lindas como comumente ocorre nos filmes de Lynch, atuam com desenvoltura, sensibilidade e sensualidade, Ambas são lindas e sensuais, características aumentadas no momento em que são mais poderosas, uma na primeira e outra na segunda parte. Vá ao filme sem se preocupar em entendê-lo na primeira vez. Provavelmente outros terão outra interpretação do mesmo e nenhuma faz total sentido. Gostei muito de comentários que li nesse link (http://www.adorocinema.com/filmes/mulholland-drive/mulholland-drive.htm). Leiam os de Eduardo Bassani e Kiko César. Outra bela resenha foi a de João Solimeo nesse link (http://www.cinemagia.hpg.ig.com.br/cidade_dos_sonhos.htm). postado por: tenfootpole 9:36 PM Palpites: Segunda-feira, Maio 05, 2003 Adoro filmes com finais tristes, admito. Produções hollywoodianas sempre insistiram nesse tipo de desfecho, entretanto houveram e continuam sendo lançados exceções à regra. Sexto Sentido é o mais conhecido e premiado exemplo atual. Hoje assisti outro desses filmes excepcionais, nem tão divulgado ou comentado, mas extremamente interessante em sua abordagem. A temática de "Do Inferno" remete-nos a grandes sucessos de serial killers, canibais e assassinos de massa. Traz à tona o conhecido Jack, o estripador, tantas vezes citado como um dos personagens mais aterrorizantes que circulou pelas telas. Destaca-se o ambiente sombrio e ritmo lento, mas angustiante, imprimido pelo filme. Os primeiros 40 minutos passam rapidamente, depois há um momento de lentidão absoluta, iludindo-nos que o filme tomará um rumo opaco e cauteloso. Entretanto, o suspense permanece e aos poucos retoma-se o ritmo inicial. A história ocorre ocorre em Londres, no anod de 1888.O filme inicia com o assassinato de uma prostituta com traços brutais e sangrentos, sendo indicado para investigá-lo o inspetor Fred Abberine, vivido por Johnny Depp. A partir daí sucedem-se diversos outros sempre visando um grupo de garotas de programa. Entre elas encontra-se a bela Mary Kelly(Heather Graham), que acaba confiando no detetive e naturalmente envolvendo-se com o mesmo. Convivendo com incompetência e preconceito o detetive guia a investigação sem muitos avanços, sempre incentivado por visões noturnas, quando fuma ópio. Assim desenrola-se a história, com desfecho surpreendente para quem sempre espera "happy endings" mas gosta dos tristes. Além dos dois nomes de peso já citados, a obra traz na direção os irmãos Albert e Allen Hughes. O filme foi lançado em 2001 e teve repercussão mediana na crítica especializada. O cultuado site 'Ebert&Rupert and the movies' coloca: "Brilhante, um super filme". Já outros sites como Chicago Tribune, E!online e Globe and mail não deram boas notas ao mesmo. O último deu pontuação de duas estrelas para cinco possíveis e enfatizou a presença de idéias completas: "cheio de meias-idéias". Essa é uma crítica que se justifica em algumas noções iniciadas e incompletas, porém, o romance não se concretizar não é negativo no contexto, como coloca o E!:"two hours of gory murders, non-sequitur scenes and an underdeveloped romance". Os assassinatos sangrentos foram elogiados em Silêncio dos Inocentes, por que não aqui? Alio-me a Ebert&Rupert, o filme é ótimo. postado por: tenfootpole 8:45 PM Palpites: Sexta-feira, Maio 02, 2003 Será o fim da Quantum 1.8, modelo 1995?? Esse carro pertence, ou ao menos pertencia a minha mãe. Digamos que as últimas semanas da vida dele foram bem movimentadas e ninguém melhor do que o próprio para contá-las. Meu diário, por Quantum 1.8, modelo 1995 cor prata: Sábado, 12 de abril- "aiiii.. como dói, como isso pode acontecer, droga! Tava eu hoje andando pela Nilo, com umas 3 pessoas dentro e de repente um palio imbecil entrou direto na minha porta. O pior é que o trouxa ainda caiu fora, filha duma puta, podia ao menos ter parado pra eu poder xingar olhando pra cara, cú de cachorro..." Segunda, 21 de abril-" Quando tudo tá ruim tudo piora... é incrível isso, agora, além de machucado ainda estou todo sujo de terra. O pior é que meu motor começou a esquentar, também, isso aqui tá um atoleiro terrível, Tenho que fazer um esforço sobre-humano. Isso é demais para um coração cansado e judiado como o meu. Ainda bem que um rapaz me deixou descansar e consertou o que tava errado aqui dentro.Agora, voltei a ficar só machucado por fora." Quarta, 30 de abril-"Merda, era só o que me faltava. Depois de uma semana inteira sendo consertado por fora, quando fico beleza me aparece um fanho e me leva lá sei eu pra onde. Não vejo mais meus donos antigos.Onde está aquele pessoal?? Eles me estragavam mas pelo menos consertavam. Além do que, esse talzinho que me levou fede pra cacete e pra entrar aqui dentro teve que me machucar, isso não é o começo de relacionamento que pedi a deus, onde será que eu irei parar..." Aí está. Ela foi surrupiada das minhas mãos, que fim levará? Ela traz tantos problemas e está tão velha. Por que alguém iria querê-la?? Bom, ela teve dias equivalentemente horríveis aos que me causou.. Quem sabe um dia não voltamos a nos ver e somos felizes junto?? Fico pensando, estará ela inteira ou indo rumo ao Paraguai?? Boa sorte carro velho, pelo menos você tinha seguro... postado por: tenfootpole 7:17 PM Palpites: Seguindo minha rotina dedicada a ver filmes relacionados com jornalismo, hoje vi "Dossiê Pelicano" com Julia Roberts e Denzel Washington. Julia está linda como sempre e Denzel trabalha muito bem, no papel do jornalista Gray Grantham. Assim como o escândalo de Watergate, a denúncia sugerida por Darby Shaw(Julia Roberts), uma inteligente estudante de direito, envolve nomes poderosos, chegando a atingir o presidente norte-americano. Os problemas começam quando dois conceituados juízes , ambos ligados a questões ambientais, são misteriosamente assassinados.Darby inicia uma extensa pesquisa que a leva ao nome de um influente empresário, ligado às indústrias de petróleo e à presidência. Ela junta-se ao atrevido repórter em busca de provas capazes de culpar os envolvidos. Lutando não só por elas, mas por suas próprias vidas, ambos embrenham-se em um caminho espinhento, onde grampos telefônicos, ameaças e homicídios se sucedem. O filme baseia-se no romance "A Firma", de John Grisham, com direção e produção de Alan J.Pakula. Enfim, um bom filme que vale a pena assistir. postado por: tenfootpole 7:15 PM Palpites: |
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