quem sou eu...

Gustavo Corrêa, 18 anos, curso Jornalismo na Famecos (PUC/RS), gosto de música, futebol, festas e odeio falsidade, tédio e engarrafamentos

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Domingo, Junho 22, 2003

Assisti sexta feira ao elogiadíssimo "A Festa nunca termina" de Michael Winterbottom. A produção faz um balanço da cena inglesa de 1976 a 1990, enfatizando a trajetória e surgimento de bandas em Manchester, como Joy Division e Happy Mondays. O filme mistura partes documentadas com outras interpretadas, sob ótica do jornalista Tony Wilson(Steve Coogan). Estão presentes referências a bandas como Sex Pistols, principal influência do jornalista quando decide abrir um local alternativo ao Jazz, fadado ao deleite pessoal de quem o toca, e outros estilos condenados ao ostracismo pela excessiva repetição de fórmulas e virtuose excessiva. O Joy Division inaugura uma tendência, sempre abastecida por grande quantidade de drogas, que variam no decorrer do período. É Mostrada a evolução e declínio da Factory e da Hacienda, bem como da Factory Records, selo de Wilson, baseado em um sistema de acordo contratual sem documentação oficial, e sim um pedaço de papel com inscrição feita de sangue do empresário.
Os metódos excêntricos e imaturidade dos músicos acabou levando o império de Tony à falência. Enfim, um belo documento histórico que vale à pena mesmo para aqueles desinteressados pelas bandas em questão. É interessante a noção de passagem de bandas punk para djs da música eletrônica.

postado por: tenfootpole 11:43 PM Palpites:


Quarta-feira, Junho 18, 2003

Eis que surge o blogenista e, Sim!Sim! ele irá atualizar.

CONTINUAÇÃO DO GUIA DE ÔNIBUS DE PORTO ALEGRE:

T9- Provavelmente um dos ônibus mais utilizados dentre os leitores desse blog. Isoladamente o mais agradável ônibus de se estar, quando consegue um assento e pode desfrutar do aconchego e espaço do mesmo. O T9 é o mais bonito e também o que reúne as pessoas mais bonitas. Elas são muitas, o tempo todo. As garotas caracterizam-se pela tez alaranjada e pelos perfumes caros e enlouquecedores. Chega-se a um estágio onde você se pergunta:" Afinal, onde estou?? Pessoas laranjas e cheiros franceses?? isso daqui tá parecendo a ilha de caras!! garanto que metade deles já apareceu na coluna social, pelo menos no bem na foto (o bem na foto tem CADA má foto...)". Mas não se preocupe meu caro, o T9 não é todo laranja. Há meninas branquinhas, bronzeadinhas naturalmente, etc. Porém, eu realmente gostaria de saber afinal, Por que garotas usam bronzeamento artificial no inverno?? Tem umas que ficam parecendo um churrasquinho queimado, só faltava sair fumaça...
Ahm... Voltando ao T9, é um bus legal de se pegar. É bem melhor ficar de pé no T9 do que em qualquer um dos citados antes; portanto, tenovistas, não são permitidas reclamações : "bá, é muito cheio", acreditem, ainda há T1s diretos, T4S e o pior de todos,o D43.

D43- Nossa. A 1ª vez a gente nunca esquece. Minha experiência com a linha universitária foi única e conturbada. A história começa com um ensaio marcado das 14 às 16. Fui obrigado a ir direto para a PUCRS. Chegando lá, depois de esperar algum tempo, cumpri meu intuito de realizar o trabalho de Publicidade e Propaganda 2. Passava das 18hs e decidi ir para o centro e pegar uma lotação; T4 lotado com guitarra na mão não ia dar certo. O tormento iniciou. Quando entrei no Universitário deparei-me com pelo menos 70 pessoas aglomeradas debatendo-se. A guitarra, a cada passo que eu dava, atingia um cidadão e era atingida por outros três. Sentia um clima pesado, como se as pessoas pensassem:" Vamos jogar o carinha da guitarra pra fora, ele ocupa mais espaço". O calor era insuportável e alguns passageiros começaram a ser punidos pela implicidade da data de validade nos frascos de desodorante. Cheguei a recordar o T4 nesse momento. Mas os 30 minutos mais difíceis da minha vida finalmente terminavam e eu estava livre.ufa!



postado por: tenfootpole 4:16 PM Palpites:


Quarta-feira, Junho 11, 2003

iei!!!!!!
Volto para divulgar o NOVÍSSIMO GUIA DE ÔNIBUS DE PORTO ALEGRE. Esse guia procura dar uma noção de aspectos envolvendo essas linhas que fazem parte do meu cotidiano, infelizmente, em alguns casos:

T1d- O T1 direto normalmente é utilizado apenas no trajeto IPE-PUCRS, embora às vezes eu utilize-o na volta também. essa é uma linha extremamente idiossincrática (peculiar a cada pessoa). Caso você entre nela antes do shopping, como eu, você terá momentos maravilhosos sentado e feliz(eu e meu walkman somos agraciados na ida para faculdade). Porém, se você entrar nela no shopping e não conseguir sentar, ou então entrar depois, momentos horríveis lhe esperam meu amigo. Um fato inquestionável é que 90% das pessoas ali presentes dirigem-se a PUC. Isso evidencia que quem não sentou vai com a busanfa levantada até lá. O T1 direto é um ônibus desgastante na hora do rush(leia-se de 40 a 10 minutos antes das aulas, turnos manhã e noite PUC, de tarde é mais vazio).

T5- O T5 é o ônibus fantasma. As pessoas simplesmente surgem no T5. Quantas vezes peguei-o as 14hs vazio e assim o foi até meu destino. Só que nem tudo são flores. Das 15hs em diante o martírio inicia, embora ele seja rápido. O T5 é um ônibus com grande quantidade de idosos, por isso ele é fantasma. Quando você vê, aquele mar de senhores e senhoras bem agasalhados, todos de pé, simplesmente desaparece. o T5 é um ônibus chato de entrar porque é aquele aglomerado na parte da frente. Chegando lá trás fica tudo uma beleza. Mas a questão perdura:
Onde vão parar os idosos do T5??

T4- ai ai, T4 é simplesmente o ônibus que eu passo mais tempo dentro. Com ele, quando estou sozinho, vai uns 35 minutos de uma fita. Chego a conclusão que gasto 1 hora e 10 minutos dentro dessa linha, por dia. O T4 é cheio de contradições. Nunca imagine que num horário vespertino intermediário, onde há menos trânsito, isso se refletirá no povo do T4. Aquelas pessoas podem aparecer aos montes, tanto às 16 quanto às 19. Às 19 elas sempre aparecem e não são um público universitário. O T4 vem cheio antes de chegar a PUC. Quando saio da minha cadeira de realidade sócio-econômica e política Brasileira, sou submetido à realidade do Brasil. Todos trabalhadores que suam a camisa o dia todo estão no T4. Aprecio gente que se esforça, o que seria do país sem alguém pra fazer a parte braçal do trabalho, entretanto, isso com certeza não cheira bem em um ônibus lotado. A linha se transforma num azedume sem precedentes. Acompanhando o aroma vem as garotas do T4. Não, não falo das garotas do Brasil que não cabem no planeta, elas não cabem no banco, é diferente. Uma vez sentado num espaço unitário, você pode receber a brusca companhia de uma garota do T4, reduzindo o espaço à metade. Infelizmente, a única culpa que elas têm são as dimensões excessivas horizontais.

Essa é a primeira parte do guia. Para à próxima edição reservo as linhas T9, T2, universitária e mais algumas da zona sul.

OBS: Utilizo-me de estereótipos nas classificações. Se você pega um desses ônibus e não se enquadra nas indagações, não sinta-se ofendido!! Nem todas garotas do T4 são obesas, e muitas, mesmo sendo, conseguem reduzir-se de modo a ocupar apenas seu assento.

postado por: tenfootpole 8:47 PM Palpites:


Domingo, Junho 08, 2003

bá, a inspiração anda pequena. O tempo, que anda reduzido, combinado com a preguiça nos momentos em que estou na internet, faz com que nada tenha sido escrito aqui ultimamente. Espero em breve voltar de vez. Por enquanto, até mais.

postado por: tenfootpole 3:09 PM Palpites: