quem sou eu...

Gustavo Corrêa, 19 anos, curso Jornalismo na Famecos (PUC/RS), gosto de música,filmes, futebol, festas e odeio falsidade, tédio e engarrafamentos

ritalin will make me smart

:

:

:

links...

Kung Fu Records

Epitaph

PUNKnet

t e n . f o o t . p o l e

PUNKnet

Pennywise

Cinemagia

Mundo Perfeito

Adoro Cinema

Capsula Zine

TERRÖTTEN RECORDS

Falae

yahoo! movies

Observatório da Imprensa

NUFAN website

Fraude

Fat Wreck Chords

Comunique-se

outros blogs

Suburbana

m a r t e l a d a

p o e t e r o

Srta. Alien

blog da gabi

Pessoal e Intransferível

Blog da Julianaa

zurich's true beauty

Mingau

única

Preto, Pobre e Suburbano

blog do coiote

generico incolor

polzonoff

>

vagalume

Vida +ou- (Parte II)

ARQUIVOS DO RITALIN

 

 

Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

volto com a PUC. boas ferias a todos! :)

postado por: tenfootpole 8:35 PM Palpites:


Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

NOSSA

Não pertenço à tribo dos "bloguenistas diaristas". Sou um pouco fechado quanto à minha vida particular, e por isso evito escrever sobre ela. Inclusive, essa peculiaridade sempre se refletiu em meus relacionamentos e no meu modo de agir e ver as coisas. Dificilmente confio plenamente nas pessoas, passo longe daquele perfil pop, cheio de amizades. O máximo de intimidade com pessoas com as quais convivo pouco é um cumprimento, algumas palavras sobre música, futebol, assuntos cotidianos, mulheres, etc. Isso depende da pessoas. A Internet quebra essa barreira, pois aqui não existe o contato visual, que compreende num dos mais intimidadores aspectos de uma conversação, pelo menos para mim, guri acanhado (hehe).

Toda esse prefácio interessantíssimo torna-se necessário quando planejo contar algo pessoal. Aquelas situações que merecem ser divididas com outros, custe o que custar.
Há 2 anos atrás, quando ainda estava no auge da minha adolescência, conheci uma garota chamada Mariana, de quem apenas guardei boas recordações. Chamava-se Mariana, e dentre seus traços marcantes estava a procedência: Ela era de São Francisco de Paula. Saí algumas vezes com ela, mas naquela época não era afeito à idéia de assumir qualquer compromisso mais sério, acabando por tornar o imbróglio mais um desses "rolos de verão".

O tempo passou e nunca mais mantive qualquer contato com ela. Na festa de ano novo fiquei com outra menina(Marina), que me despertou interesse especial não só pelo amadurecimento que adquiri nesse período, como também por suas qualidades. Já a conhecia há algum tempo e posso dizer que senti por ela um apreço verdadeiramente grande. Enfim, combinamos de nos reencontrar na festa do Unificado, que ocorreu ontem. Na fila para entrar,comentei com meu amigo que tivera uma impressão meio estranha, quando pensara ter visto as duas se dirigindo para o final da fila. Aquilo me deixou embestado, e até por isso não tentei chamar Marina para junto de mim, preferindo adiar o encontro para um pouco mais tarde, dentro da festa.

Lá dentro fui submetido aquele velho estigma desse tipo de festa: música horrível e cerveja cara, e pior ainda, Kaiser. Haviam muitas garotas, sim, mas eu estava completamente preso a Marina, não pensava em outras que não ela. E então chegou o momento, a avistei e fui de encontro à ela. Conversamos um pouco, e à medida que o papo se desenrolava, comecei a notar grande semelhança entre ela e Mariana, nunca percebida anteriormente. Sutilmente questionei sobre suas companhias, e ela citou o incômodo e prenunciado nome: Mariana. Então dirigi-me a perguntas confirmantes, para então concluir que elas eram irmãs. O momento mais pavoroso foi quando Mariana chegou ao nosso lado. Pedi para dar uma volta e reorganizei as idéias. Enqüanto meu amigo dizia que eu havia abrido um consórcio, pensava em qual atitude deveria tomar e temia pelas conclusões de Marina. Decidi vencer a timidez e me aproximar dela, tornando essa história apenas uma irônica coincidência do destino. Bom que ela também pensou assim, embora tenha relutado um pouco até aceitar a situação numa boa.

postado por: tenfootpole 3:41 PM Palpites:


Sexta-feira, Janeiro 02, 2004

WALSON

O mar estava agitado e confuso, o que não fugia da normalidade. Depois de um banho, dirigi-me até o bar do Walson, onde costumava tomar uma boa caipirinha por um bom preço. Walson era um daqueles caras com o qual eu não gostaria de me indispor. Era mestiço de africano com índio e media uns 2 metros. Era de difícil diálogo, e tudo que sabia era que ele odiava surfistas. Cumprimentei-o:
- Bom dia, Walson. Como vai?
- Tudo bem.
-Escuta, Walson. Estou curioso. aquele dia você me disse que não gostava de surfistas, isso não chega a ser algo surpreendente, eu também não vou muito com a cara, mas por quê?
O grandalhão arfou, e parecia um pouco indisposto em relação à pergunta, apenas riu e disse:
-Não é por não gostar. É não entender. Por que um cara que pega onda se considera superior aos outros? Além do mais, é tão idiota subir numa prancha quando há barcos.
Fiquei um pouco perdido, mas mesmo assim obtive mais um motivo para não confrontar o grandalhão, ele parecia não bater muito bem da cabeça. Resignei-me e voltei para minha caipirinha, mais doce do que nunca.

postado por: tenfootpole 7:19 PM Palpites:


1933 foi um ano ruim, 2003 nem tão mau assim

Sou inimigo dessa idéia de especular o futuro, enumerando objetivos a serem cumpridos. Considero essa simbologia anual apenas mais uma forma de adiar decisões, pois deveríamos solucionar problemas e criar soluções imediatamente, e não deixá-los para depois, colocando o ano como uma espécie de divisor de águas.

John Fante escreveu "1933 foi um ano ruim", livro de caráter autobiográfico, no qual conta suas angústias e ambições no ano de 1933. A história traz um jovem de 17 anos, habitante de uma pequena cidade do Colorado. Atormentado pela sensação de que todos seus anseios podem ser interrompidos pela precária situação econômica e familiar, o adolescente narrador relata sua vida enlameado em um sentimento de desilusão. O garoto que sonha tornar-se jogador de Beisebol do Chicago Cubs, convive com a perspectiva alimentada por seu pai, de que ele vá tornar-se pedreiro e auxilie no sustento da família. Se por um lado Dominic Molise mostra talento para alcançar sucesso no esporte, especialmente pelo Braço canhoto, capaz de executar arremessos com força e efeito, por outro, a realidade o impede, já que não consegue juntar dinheiro sequer para uma passagem de ônibus, que o levaria até Chicago visando um teste.

O drama do garoto identifica-se com o do autor, que passou por situação semelhante quando decidiu escrever, e largou a faculdade para tentar sorte na carreira. Como falei anteriormente, sou inimigo de resoluções e previsões anuais. Só o que posso dizer é que 2003 foi um ano como qualquer outro, melhorei e piorei em áreas diversas. Não por ter me imbuído de atingir certo objetivo no ano anterior, mas sim por estar em constante cobrança. Desprezo a idéia de avolumar pesos e medidas anualmente, todo dia é hora de aprender e agir.

postado por: tenfootpole 2:30 PM Palpites:


arquivo