|
ten
foot pole
lagwagon
no use for a name
pennywise
fat wreck chords
kung fu records
zona punk
punk net
suburbana
speak
out
mingau
juanito
coiote
vida
+ ou -
andy
capp
prii
paulistefi
she
billie
debora
|
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006 Monografia
Continuo não lendo o jornal com freqüência. Hoje pela manhã, fui até a Famecos conversar com a orientadora do meu trabalho de conclusão. Um encontro breve, mas proveitoso. Apesar de ainda não ter definido o foco de pesquisa, enquanto trocávamos idéias tive um lampejo. Guardei para mim durante o encontro.
Logo após, a professora se retirou e pude futricar as monografias que ela mantém em seu escaninho. Naquela onda de ler introduções e sumários, depois de pelo menos 30 espiadas, achei um trabalho que encorajou-me definitivamente a escrever sobre o lampejo. Por enquanto, prefiro não expor o assunto escolhido, mas prometo novidades assim que ele estiver maduro.
Futuro
Obviamente, o futuro é o que mais me preocupa às vésperas do último semestre. Minha cabeça revolta não consegue encontrar um caminho e uma esperança capaz de tranqüilizá-la. Estou vagando de um lado para o outro, oscilando entre a euforia e o desalento. Mas algumas idéias se apresentam e não estou ignorando-as.
A última é extremamente incomum e incerta: ir para os Estados Unidos estudar e jogar futebol. Meus pais a desconhecem, mas ela adquire força diariamente. Procurei algumas informações na internet e encontrei um site interessante ¿ uma espécie de portal para estudantes que querem obter bolsas de estudos e praticar esportes em países estrangeiros.
Não faço educação física, mas pretendo entrar em contato com o treinador do time de futebol da Pucrs e, quem sabe, realizar um teste e receber alguns conselhos. O problema é que ele está de férias e volta apenas em março. Falo inglês decentemente, pois cursei e me formei em nível avançado, no Instituto Cultural Brasileiro. Apenas não garanto fluência plena, já que ao concluir o curso pratiquei bem menos do que deveria.
Jornalismo
"E o jornalismo, Gustavo?". Bom, o jornalismo vai ter que esperar. Gosto da área, embora não me imagine atuando nela o resto da vida. Às vezes, me empolgo ao escrever determinados releases e extirpar as incorreções dos textos Brigadianos. Só não me vejo fazendo isso sempre. Ainda tenho ânimo, mas a diminuição da demanda me desola. Agora são 16h22min e eu aqui, jogando conversa fora com o Word. A faculdade de Letras me interessa. Gostaria de aumentar meus conhecimentos sobre a língua portuguesa, literatura e quem sabe algum idioma estrangeiro, mas, e depois?
Não tenho o perfil para dar aulas: sempre tive dificuldade ao me expressar para muitas pessoas. E a faculdade de direito, que tal? Basicamente interesses econômicos me levariam a optar pelo magistrado, e não sei se isso é o suficiente. Eu quero mesmo é jogar bola, apesar de já estar com 21 anos. Sei que é difícil, mas sinto que é um dos poucos sonhos e objetivos que conseguiria lutar com afinco para alcançar. Desejem-me sorte.
Guerras de cinamomos
Um cinamomo voou pela primeira vez na vida. Lembro até hoje das guerras de cinamomos nos tempos de colégio. Havia sempre aquele temor que acertassem um dos pequenos frutos no olho de alguém. Este boato, inclusive, era utilizado por professores e monitores para amedrontar os alunos sapecas, que insistiam com a implicância.
Era uma brincadeira sazonal de grande abrangência. Havia torneios que muitas vezes despertavam mais interesse que as competições de futebol na troca de turnos. A manhã toda, alunos aguardavam ansiosamente o término das aulas e início do torneio de arremesso de cinamomos. Não havia regras. O competidor que acertasse o maior número de arremessos no adversário sagrava-se campeão. Alguns jogadores utilizavam óculos para se proteger. Outros, negavam-se a adotar esta prática, pois apenas fracos teriam tanto medo.
Lembro de como acabou. Em um combate acirrado entre um aluno da 3ª e outro da 6ª série, o segundo levou a pior e perdeu a visão do olho esquerdo. Desde então, não houve mais guerras de cinamomos. Esses dias, visitei o colégio. Em vez da emocionante brincadeira, alguns alunos trazem videogames e outros jogam futebol. A árvore onde brotavam os cinamomos permanece no mesmo lugar. Mas agora, mesmo que ela ainda seja utilizada para escaladas, não há mais frutos. É uma planta infértil.
Ruim para as novas gerações.
A metamorfose e o veredicto
Reli as duas obras do Kafka nas últimas noites. Impossível adormecer sem pelo menos ponderar a possibilidade de acordar transformado em um inseto. As duas narrativas transmitem uma mensagem particular e triste do autor. Ele sentia-se desamparado. Não tinha apoio do pai ou do chefe. Ao se transformar em barata, apenas a irmã preocupa-se com ele incondicionalmente. Pelo menos a princípio, pois até ela vira-se contra o irmão nas últimas páginas da narrativa. Há análises minuciosas nas páginas da versão pocket, mas não concordo com todas elas. Apesar de algumas idéias fazerem sentido, outras parecem desenlaçadas, como se fossem inferidas tendenciosamente.
É flagrante a influência de Dostoievsky em ambas as obras. Os personagens principais são ingênuos, incapazes de fazer o mal deliberadamente. Eles não perdem a paciência facilmente, mesmo em situações adversas e vitimados por freqüentes admoestações. Gregor, personagem principal de Metamorfose, chega a impelir-se para a morte quando percebe que toda sua família anseia por isso. O filho de O Veredicto é humilhado ininterruptamente pelo pai, que anseia e vocifera que ele morra afogado. Minutos depois, o filho se atira de uma ponte.
postado por: tenfootpole 11:49 AM
Fala aí.
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006 Frequência
Posts semanais? Parece uma boa média. Esse blog não é divulgado para ninguém. Confesso que não tenho o discernimento para colar o link ou incentivar alguém a entrar aqui. Aqueles que, eventualmente, futricarem o meu perfil do Orkut ou acabarem aqui de uma maneira imprevisível, podem fazê-lo ao menos uma vez por semana. Prometo que lerão um texto novo.
Janeiro e o futuro
Essas semanas de janeiro estão calmas. Pouco trabalho, deveras. Felizmente, o calor arrefeceu em Porto Alegre, não concordam? Enfim, não é um período de muitas notícias. Ah, e tenho lido pouco o jornal. Podem condenar esse jornalista desinformado, mas ele está numa fase de reflexão, de avaliação. Avalio escolhas e penso no futuro constantemente. Afinal, o que farei quando acabar a faculdade? Estarei desempregado? Cursarei letras, direito ou nenhum dos dois? Será que vale a pena viajar como muitos fazem? Droga. Tranqüilidade nas férias universitárias? Não aqui, meus caros.
Intervalo e proibição
São 15 horas e 32 minutos, amigos. Corrigi uma série de notícias brigadianas e abri o Word. Não tenho como acessar o blogger aqui no trabalho. Digito tudo aqui e envio para o Gustavo.jaggard@gmail.com. Google na cabeça, rapaziada.
Chapa Cocô
Ontem, assisti um pouco de TV no final da tarde. Liguei e coloquei no canal 24, a MTV. Não farei isso tão cedo (pelo menos não nesse horário). Tem um programa chamado Chapa Coco que está entre as piores coisas que vi na vida. Dois imbecis falando besteiras e duas adolescentes "pseudo-Avril Lavigne punk" desafinando e falando bobagens. Tá, eu também estou escrevendo bobagens, mas elas tem um propósito, acho.
A impressão que passa é que a MTV não quer mais ser um canal de música, e sim o point da cultura pop e do besteirol comercial. Não sou radical nem afeito à programação musical da MTV, mas eles estão cada vez piores. Quando "Hermes e Renato" consistia num dos únicos foco de babaquices, eu ainda gostava. Os caras inventaram o Massacration. São geniais à sua maneira. Mas, agora, a programação jovem começa a ser confundida com programação banal. Enfim, desliga a tv e vai ler um livro! Não só por 10 minutos, mas enquanto o tal do Chapa Coco estiver no ar.
postado por: tenfootpole 9:59 PM
Fala aí.
Terça-feira, Janeiro 10, 2006 Estranho eu reaparecer aqui, disposto a reerguer essa massa falida que é o meu blog. Mas ontem, enquanto rolava na cama dos meus pais e desfrutava o poderoso ar condicionado existente no quarto deles, comecei a ter diversas idéias sobre assuntos a serem discorridos. Com certeza, a assiduidade acabará não ocorrendo, pois sempre há aqueles momentos em que a inspiração sai para um passeio e demora a voltar (com esse calor, provavelmente, alugou um apartamento na praia).
No entanto, esses insistentes pensamentos não podem dissipar-se na minha enfraquecida memória sem qualquer uso. O primeiro obstáculo enfrentado, na tentativa de acessar o blog e poder publicar esse texto, foi relembrar o login e a senha. Normalmente, adoto uma senha universal, mas o login varia em função dos empecilhos proporcionados pelos próprios sites. Depois de diversas tentativas, um lampejo finalmente trouxe o rebuscado nome de usuário.
Viver bem é ter problemas
Tenho sonhado muito ultimamente. Agora, porém, não quero falar sobre os meus sonhos, e sim sobre conclusões filosóficas que uma noite em temperatura agradável oferece.
Eu gosto de ter problemas. Adoro lidar com situações e pessoas complicadas, e, talvez por isso, as atraia. Quando algo dá errado, eu me desanimo, esbravejo, falo coisas que, provavelmente, não ousaria dizer em estado normal. Houve episódios, inclusive, em que cheguei perto da insanidade (nem eu imaginava que fosse capaz).
O Gustavo que todos conhecem é um cara bem-humorado, alegre, confiável e amigo. Porém, poucas pessoas tiveram a oportunidade de discutir com a versão descontrolada e irônica do rapaz. Na verdade, quase ninguém lidou com esse segundo Gustavo. Ele é tímido demais e, dificilmente, se manifesta.
Mas retornando ao ponto de partida, o fato de eu ter problemas e compromissos me obriga a raciocinar e imaginar maneiras de resolvê-los. Fosse a vida perfeita, o que eu faria em noites insones?
Agora sim, a ficção
Entrou no banheiro e parou em frente ao espelho. Com o dedo indicador da mão direita, tateou calmamente o nariz. Depois, arrastou a palma da mão sobre a barba malfeita. Pensou que talvez fosse indicado fazê-la, mas desistiu quase imediatamente. O chuveiro já estava ligado, e a imagem refletida pelo espelho começou a turvar. A água parecia muito quente. Foi até o Box e testou a temperatura da água com a mão esquerda. Realmente, estava fervendo. Fechou um pouco a torneira de água quente. A quantidade de água diminuiu sensivelmente. Abriu a torneira de água fria, mas não adiantou. A temperatura continuava escaldante.
Apontou o olhar para as janelas. Havia duas. Entre elas, uma pequena fresta indicava a premente chegada da noite. Já passava das 21 horas e o calor continuava infernal. Começou a chover. "Espero que agora esfrie", pensou. A água finalmente esfriara. Ensaboou o corpo todo e começou a cantarolar uma música dos Beatles. De repente, sentiu um vento frio entrando pela janela. Um temporal. Não resistiu e foi até a sacada, onde ninguém o veria pelado e ensaboado se molhando com a água da chuva. O vento tornou-se mais forte. Lembrou-se de casas destelhadas. Olhou para trás e tentou visualizar o telhado da sua casa. Em cima de uma telha, havia uma pedra estranha e cintilante. Mesmo atemorizado, entrou, se secou e vestiu uma bermuda. Voltou para a rua trazendo uma escada. O temporal continuava, mas ele estava curioso demais para desistir agora. Certificou-se que a escada estava firme e começou a subir, fitando ininterruptamente o objeto. Seus olhos doíam com a intensidade do brilho. Apoiou-se em uma telha bem segura e esticou os braços para agarrar o objeto, mas ele acabou escorregando e descendo toda extensão do telhado. "Merda! Deve ter caído no jardim", resmungou. Desceu a escada e depois a escadaria da casa. Abriu a porta da frente e avistou a pedra próxima ao portão. Caminhou determinado em sua direção, mas um galho gigantesco despencou de uma árvore, caindo poucos metros à sua frente e impedindo o percurso até ela. Esbravejou. Refletiu por alguns minutos e decidiu escalar o galho para chegar até a pedra.
O chuveiro ainda estava ligado. A namorada observou a água corrente, que já havia invadido o corredor. "Que moscão! Esqueceu o chuveiro ligado de novo. Só falta dizer que viu uma pedra brilhante mais uma vez...", pensou. Abriu a porta do banheiro e deixou a água sair. Desentupiu o ralo e desceu para xingar o descuidado. Ao chegar lá, ele estava escalando um galho gigante. Pensou em gritar alguma coisa, mas desistiu e sentou-se para entender o que ele pretendia.
O namorado chegou ao outro lado e agarrou o objeto, destemidamente. Ele era frio, apesar do brilho fortíssimo. Olhou para o céu e sorriu.
A namorada tentava ver entre os galhos e folhas, mas não conseguia. Repentinamente, a chuva e o vento aumentaram. Outro galho ainda maior caiu quase ao seu lado. Assustou-se e entrou em casa.
Agora, a situação estava mais complicada. Ele teria que escalar praticamente uma árvore. Respirou fundo e iniciou a aventura, com a pedra guardada no bolso. Não era tão pesada, mas extremamente fria. O frio no bolso da perna espalhou-se pelo corpo todo. Pensou em livrar-se dela, mas não ia desperdiçar mais uma chance de tê-la. Os lábios principiaram a tremer. Repentinamente, as pernas tornaram-se imóveis. Começou a nevar e não havia mais nada que ele pudesse fazer.
postado por: tenfootpole 8:12 PM
Fala aí.
Aguardem. Em breve, novidades.
postado por: tenfootpole 12:51 PM
Fala aí.
|

|