|
ten
foot pole
lagwagon
no use for a name
strung out
pennywise
nada surf
beerbong
fat wreck chords
kung fu records
wikipedia
nme
last.fm
portal do leitor
omelete
zona punk
punknet
paul auster
haruki murakami
coletiva
blue bus
vox news
adonline
alessandro garcia
gustavo cavinato
cris espinoza
marcos chavarria
nayara
vitor hausen
salimar salib
bad gabi
romano corá
paulinho coiote
fernando corrêa
|
Quarta-feira, Agosto 30, 2006 Agora, 18h25min, e não tenho mais nada para fazer aqui no trabalho. Espero esses 35, ou melhor, 34 minutos, ansiosamente. Às 19h30min, o tricolor entra em campo para enfrentar a Raposa. Boa sorte para ele, pois não é disso que eu quero falar. Pensei em discorrer sobre o Fugazi, que é uma banda espetacular a qual não dei valor em outros tempos, mas, agora que estou mais calminho, tenho adorado. São ótimos mesmo. Margin walker seria a canção mais bacana que eu indicaria hoje. cada dia, uma música do 13 Songs me empolga. Muito bom mesmo.
Silverchair
Mas lembrei de outra banda que merece ser citada e defendida aqui: os australianos do Silverchair. Nunca vi uma banda gerar tanto ódio quanto eles. Para fãs do grunge, eram meros plagiadores do Nirvana, especialmente em função do visual do Daniel, vocalista. Daquela fase de músicas como Tomorrow, Cemetery e Freak ¿ baitas músicas ¿, ouço essa alegação frequentemente. E depois, quando passaram por uma mudança radical, chegando às paradas e enfileirando hits, alguns disseram que eles foram fabricados pela indústria fonográfica, e outros os consideraram "vendidos".`É inegável que tiveram contribuição da família no início da carreira, quando tinham 17 anos e utilizavam camisetas do Offspring em videoclipes, mas o som dos caras sempre foi bem produzido e executado e com bons refrões.
Freak tem um riff extremamente simples, capaz, no entanto, de se manter na sua mente por dias a fio e, habitualmente, levando junto a melodia vocal. Depois, na fase mais "comercial" dos caras, vem Ana's song e Miss you, love: dois clássicos do pop melancólico. Silverchair, por seus últimos dois cds, deveria ser posta ao lado de Radiohead por OK Computer. É impossível assistir ao videoclipe de Emotion Sickness sem sentir um aperto no coração ou, até mesmo, deixar escorrer uma lágrima. Assim como Karma Police, não tem como atravessar incólume a representação cruel de um jovem sofrendo profundamente por motivos que você desconhece. Possivelmente, representa o que Daniel sentia naquele período. Ele é um suicida em potencial, com certeza.
E Diorama, que veio logo depois, acentuou a presença de arranjos orquestrados ¿ contrastando com as guitarras e violões inteligentemente utilizados em todo o CD. Alguns caracterizaram o cd como "gay music", devido, especialmente, à presença de elementos da música clássica e aos vocais em falsete, que predominam em muitas faixas. Opinião preconceituosa, mas justificada em alguns momentos. Em Diorama, The greatest view e Without you são as pérolas pop que carregam o CD. Citaria também Across the night, a retumbante abertura, e Tuna in the brine, uma genial variação de tonalidades, campos harmônicos e o diabo que o parta.
Todo esse raciocínio a respeito de Silverchair para sugerir o DVD dos caras. Maravilhoso. Apenas o clipe de Emotion Sickness valeria a compra, mas eles oferecem bem mais que isso. Doze ou treze registros e 3 horas de extras. O do Weezer também está por aí, mas o Silverchair põe os clipes em sequência, enquanto o Wezer mistura a depoimentos e gravações ao vivo no estúdio.
dito por: Gustavo 6:54 PM
Diga-me.
Segunda-feira, Agosto 28, 2006 Música
Tenho ouvido incessantemente no carro três bandas e quatro álbuns muito bacanas. Ok, nenhuma delas é nova e uma esteve prestes a acabar recentemente (ou não?). Tratam-se de Fugazi, Weezer e Minus the Bear.
Tive uma fase Weezer há alguns anos, pois sempre a considerei uma banda bacana. Agora, recupero esse momento e escuto frequentemente Pinkerton. A compra do dvd com certeza incentivou esse revival. Tenho que dizer isto, mesmo que possa soar redundante: é um grande disco. Especificamente agora, elogio Pink triangle. Baita música. Fugazi é bem antiga e não preciso apresentar. Banda clássica, com maravilhas como "Waiting room" e mais de um milhão de discos vendidos. "13 songs" é impressionante. Canções de ótima qualidade. Minus the bear é a mais desconhecida das três. Rock com algumas pitadas de música eletrônica e melodias cativantes, repletas de "barulhinhos". Ouço os dois últimos discos: "Menos el oso" e "Highly refined pirates". Extremamente aconselhável.
Automóvel
E hoje, enquanto vinha para o trabalho, arranjei uma incomodação a mais para os próximos dias. Um motoqueiro distraiu-se e, após bater em um carro que estava à minha esquerda, desequilibrou-se e atingiu a porta do motorista do meu carro. Fiquei indignado, pois não tiinha absolutamente nada a ver com a história. Sorte que ele não se feriu e também não é um motoqueiro qualquer, pois dirigia uma motocicleta bacana e não se absteve de fornecer nome, telefone e local de trabalho para negociar o conserto. Puta incomodação que ele me arranjou. Mas a vida segue. Adiante.
dito por: Gustavo 6:18 PM
Diga-me.
Quarta-feira, Agosto 23, 2006 Uma série de retratos tomou completamente a folha em branco. Alguns anos antes, não havia nenhum. As mesmas fotografias que estavam ali estampavam as fachadas e marquises dos prédios. Painéis luminosos decoravam os principais estabelecimentos de comércio da cidade. A manchete, destacada em uma fonte agressiva e toda em caixa alta, alertava: ¿NÃO SEJA MAIS UM NESSE MOSAICO. OBEDEÇA E RESPIRE¿.
Os rostos de crianças e adolescentes predominavam ao fundo da mensagem. Elas sorriam, apesar de não estarem mais vivas. A superpopulação da cidade era combatida pelos governantes, que eliminavam os excessos à manifestação de qualquer descuido. Qualquer ato distraído era motivo para a supressão. Jovens eram os principais alvos, pois uma lei protegia os sábios ¿ condição na qual se enquadravam todos com mais de 21 anos.
Não jogue restos de comidas, papéis de balas, embalagens, invólucros, ou qualquer outro tipo de lixo no chão. Pena para quem descumprir essa regra: a morte. Crianças, inconscientes dos limites e das regras as quais estavam coagidas, eram as vítimas mais freqüentes. Os censores do Estado estavam atentos e disfarçados, fiscalizando toda a cidade. O investimento era mensal e representava 10% das despesas governamentais. Era preciso acabar com o desemprego e privar a juventude de um futuro tenebroso e miserável.
Os mais velhos não choravam a perda de herdeiros, porque já as consideravam parte de um ciclo natural da vida. Esta explicação era utilizada com freqüência nas mensagens institucionais de conscientização do povo. ¿Respeite o ciclo natural. Delate jovens infratores¿. Ou então: ¿Não pense no futuro. Contribua com o ciclo natural de exclusão da vida¿.
A folha ¿ que antes estava em branco ¿ tornou-se um bonito e colorido anúncio, comemorou silenciosamente o jovem publicitário. Recém contratado pelo governo, lhe aprazia a idéia de divulgar a devastação dos excessos vitais na sociedade. Sabia que corria risco, pois ainda tinha 20 anos. Ao seu lado, um censor controlava seus atos e suas tarefas. Possuía uma meta de criação por hora e, caso fracassasse, teria sua cabeça decepada instantaneamente. A guilhotina estava a cerca de três metros e não perdoaria qualquer deslize, pois o disparo era automático ou manual. Se o número de folhas mínimo não fosse atingido, seria acionada automaticamente. O censor poderia dispará-la caso considerasse mais de cinco peças inapropriadas.
Faltavam duas horas para acabar o expediente e havia três peças entre as inadequadas. Uma hora depois, quatro. Trinta minutos mais e o limite foi atingido. O censor, friamente, puxou com a mão direita uma alavanca, acionando a guilhotina. O mesmo processo se repetiria diariamente, e ninguém escapava. O objetivo era utilizar a criatividade do jovem a favor de seu próprio extermínio.
dito por: Gustavo 2:03 PM
Diga-me.
Terça-feira, Agosto 22, 2006
Fahrenheit 451
Em ¿Fahrenheit 451¿, Ray Bradbury nos transporta para um período atribulado da modernidade, em que bombeiros não apagam incêndios, e sim, incendeiam livros. Considerados obras inúteis e desnecessárias em uma sociedade a qual não importa o porquê das coisas, mas apenas o como. Uma sociedade em que as pessoas agem apenas com objetivos definidos e não se permitem submeter-se ao acaso ou atitudes destituídas de um fim.
As crianças são violentas e competitivas. Mortes são comuns em escolas e não consistem em crime. Ler ou manter livros, sim, é passível de prisão e queima imediata de toda obra literária localizada. Bradbury escreveu ¿Fahrenheit 451¿ na década de 50, quando havia um temor explícito em relação ao futuro da humanidade. As guerras atômicas pareciam iminentes, apenas uma questão de tempo.
Nessa sociedade problemática desenhada pelo autor, o bombeiro Montag passa a questionar as coisas. Ele, que é um dos responsáveis por queimar obras literárias ¿ sob a influência de uma adolescente abstraída que destoa da maior parte das pessoas, pois sente o aroma das flores e caminha sem rumo definido ¿ se sente triste diariamente. A esposa é uma escrava das telas de TV, pelas quais interage diariamente com outros devotados à tecnologia. Montag confronta convicções e imposições. Uma grande obra, cuja adaptação cinematográfica devo assistir ainda hoje.
dito por: Gustavo 1:58 PM
Diga-me.
Segunda-feira, Agosto 21, 2006 A relação entre um romance cibernético e um trem
Ele não esperava que seus laços tornassem-se tão apertados em tão pouco tempo. Estava em uma de suas tardes lânguidas, esperando que a noite chegasse e pudesse, ao menos, se ocupar na faculdade. Demorava demais. As seis horas pareciam vinte quando você já tinha decorados todos os assuntos possíveis a serem tratados com os mesmos contatos de sempre no messenger.
Se houvesse um relógio de ponteiro, a espera se tornaria mais interessante e poderíamos aludir ao som inconfundível do segundo a segundo, mas nem isso. Era uma espera barulhenta, pois Álvio era fã de metal poluído, ruidoso e disforme. Quanto menos conseguisse discernir os instrumentos, mais atraente o som lhe parecia. E assim eram suas tardes. Barulhentas e inertes.
Então, em uma dessas, voltou do banheiro e havia algo novo destoando entre os tradicionais sites e janelas do Messenger: uma requisição. O nick era ¿lila84¿ e o email lila84@hstes.com.br. Estranho, pensou. Provavelmente, alguma daquelas estratégias de propaganda via-internet, que estavam cada vez mais atrevidas. Autorizou e fez a costumeira pergunta: ¿oi, quem é?¿. Para a sua surpresa, a conversa evoluiu e não era uma estratégia de comunicação, e sim uma garota que o conhecia da faculdade, mas ele não recordava dela. Ela disse que havia ido para a universidade federal, pois havia conseguido passar no vestibular. Nada surpreendente. Ele faria o mesmo, caso tivesse a vontade e gana para estudar.
O papo evoluiu nesse e em outros dias. Até que, por volta da segunda semana, combinaram um encontro. A essa altura, Álvio idealizava a aparência de Lila. Não houve troca de fotos, pois ela não as possuía no PC. Havia uma descrição vaga: morena, olhos castanhos, 1.60 e 50kg. ¿Que bom¿, Álvio pensou, ¿Ela está em forma¿.
Combinaram o encontro em frente a uma livraria, no centro da cidade, pois ambos adoravam ler. Álvio vestiu-se da maneira mais natural e limpa possível, evitando estampas muito agressivas, mas sem renegar seu estilo nato de roqueiro ¿roupa-preta¿. Perfumou-se e não poupou uma última borrifada do Jazz Live que ganhara de uma tia. Sua mãe o elogiou antes de sair de casa: ¿mas como tu ta bonito, Alf. Vai sair com uma garota?¿. Respondeu com a discrição e concisão habitual: ¿Não sei. Volto mais tarde¿. Ainda ouviu a mãe comentando com a empregada a respeito da ¿beca¿ do filho, brincando que ele só não estava mais estranho que o pai de terno.
Álvio tomou o ônibus que o deixava do outro lado da rua da livraria, quase em frente. Chegou 15 minutos adiantado e aparentava um indisfarçável nervosismo. Os minutos foram passando e nada. ¿Cai, cai, balão, cai, cai, balão, aqui na minha mão¿, cantarolava. ¿e diga o que ela significa pra mim. Ela é um morango aqui do Nordeste¿, cantalulava.
Percebeu uma garota chegando. Tentava observá-la, mas não conseguia. Um grupo de limpadores de rua se aproximava em velocidade e o caminhão emitia um barulho ensurdecedor. Ouviu um dos garis o sacaneando: ¿Cuida pra não desarrumar o penteado, magnânimo¿. Riu do termo e finalmente conseguiu ver Lila, que estava a menos de 10 metros. Ela era bonita e agradável e foi a melhor tarde da sua vida. Viram-se por sete dias seguidos e começaram a namorar. Tudo seria maravilhoso, não fosse a morte prematura de Álvio em um acidente de trem.
dito por: Gustavo 6:54 PM
Diga-me.
Confissão
Quase chorei ao ver as fotos e a resenha do show do Strung Out, em Santos. Para quem não sabe, estive muito perto de ir prestigiar os caras em sua apresentação na cidade de Curitiba, mas as datas dos vôos impediram que esse sonho se concretizasse. Possivelmente, uma das cinco bandas que mais ouvi na vida. Sinto um desgosto imenso por ter perdido a oportunidade de vê-los ao vivo. Espero que os vídeos transmitam pelo menos 20% da emoção que deve ser um show do Strung Out. Estou resignado.
dito por: Gustavo 4:17 PM
Diga-me.
Sexta-feira, Agosto 18, 2006 Rima laboral
Nada melhor que subir ao banheiro do quinto andar, descarregar e a noite de sexta-feira ansiosamente aguardar.

dito por: Gustavo 5:06 PM
Diga-me.
Quinta-feira, Agosto 17, 2006
O Estrangeiro
Há aqueles livros que, de tão bons, não é necessário mais do que um dia para serem lidos. Possuem uma trama instigante, um enredo que envolve o leitor de forma contundente, impedindo-o de interromper ou abandonar a leitura. Confesso que não me enquadro no perfil de leitor impulsivo, capaz de empilhar novos livros semanalmente, usando todo o tempo livre disponível para ler. No entanto, há obras que transformam até mesmo o mais preguiçoso leitor em um viciado. ¿O Estrangeiro¿, do filósofo e escritor argelino Albert Camus, é uma dessas.
E não vou utilizar como desculpa o fato de ser uma obra curta, com 120 páginas distribuídas espaçosamente pelas folhas. É uma obra fascinante, que impressiona o leitor pelas características do personagem e do autor. Camus conta a história de Mersault, um protagonista como qualquer outro. Não possui talentos ou objetivos que chamem a atenção. A sua meta, aparentemente, é seguir a vida e aguardar o acaso, mesmo consciente de que ele não o surpreenderá.
Nas primeiras páginas, porém, Mersault exprime um traço que o diferencia da maioria dos homens: ele é frio como gelo. Assiste, impassível, ao enterro de sua mãe. Lamenta discretamente, mas não dá aos outros essa impressão. Ouve as pessoas por tédio ¿ raramente por interesse. Suas ações, que não são muitas, passam normalmente por sugestões alheias e formas de ocupar-se para que o tempo ande mais depressa. Nem mesmo quando é condenado à morte pelo assassinato de um árabe demonstra alguma insatisfação. Mersault é um anti-herói diferente de outros que conhecemos. Ele não é engraçado como Henri Chinaski ou amargurado como Arturo Bandini. Ele é indiferente. Acostuma-se ao cárcere, acostuma-se à morte. Comprem e leiam. Agora, dou início a ¿Fahrenheit 451¿, de Ray Bradbury.
dito por: Gustavo 2:36 PM
Diga-me.
Terça-feira, Agosto 15, 2006
Psicodelia Competence
A página da Competence, agência em que trabalho, possui algumas características psicodélicas. Adoro o adjetivo psicodélico e confesso que, às vezes, o utilizo desnecessariamente. Mas, nesse caso, faz algum sentido.
¿Psicodélico¿, literalmente, refere-se a uma manifestação da mente que produz efeitos profundos sobre a experiência consciente. Diz-se que usuários de certo tipo de drogas experimentam sensações psicodélicas. Também já ouvi o termo sendo empregado para determinadas imagens ¿ especialmente aquelas que misturam muitas cores ou escondem mensagens visíveis apenas se o espectador fitá-las por um algum tempo.
O site da Competence apresenta um layout simples, limpo e claro. Branco e azul claro são cores que transmitem essas características. Os ícones são organizados verticalmente e obedecem uma lógica consolidada de menus, mantendo a linearidade e facilitando a localização da opção desejada pelo usuário.
Porém, existem alguns traços que não consigo tirar da minha cabeça. Ok, eu trabalho aqui há algum tempo e, ao menos três vezes por semana, acesso o site. Mesmo assim, não posso negar os fatores que tornam o termo Competence e seu logotipo tão familiares em apenas uma visita.
O logotipo
Ela está por tudo. Logo após o site ser carregado, são abertas duas janelas. Em uma, apenas o logotipo da Competence. Na outra, a estrela do logotipo pode ser vista em dois locais: no meio dos dedos de uma moça, que a segura, e na parte superior esquerda da tela, onde o logotipo está completo e reforçado pelo conceito ¿Posicionamentos Inteligentes. Marcas Líderes¿. O logotipo o acompanhará em toda a sua visita, independentemente do ícone do site que você acessar. Estará sempre em uma posição de destaque, acima dos textos.
Competence
Competence
Competence
Competence
Competence
Competence
Mas a mais psicodélica manifestação observada no site possui a minha participação. Aprendi na faculdade e, incrivelmente, concordo: o título de uma matéria deve obedecer a uma ordem direta (sujeito ¿ verbo ¿ complemento). No caso, o sujeito será, na maioria dos casos, a Competence. Logo, o usuário que acessar a seção ¿Novidades¿ será submetido a uma overdose de Competence. Além do já mencionado logotipo, acima do texto, ele verá seis títulos de matérias consecutivos iniciados pelo nome da agência. Impossível esquecer. Chego a ficar tonto de olhar aquela parte do site. É psicodélica.
Será que podem me despedir se descobrirem esse texto?
dito por: Gustavo 3:52 PM
Diga-me.
Segunda-feira, Agosto 14, 2006 Odeio o coloradismo exagerado do jornalista José Luiz Prévidi, mas tenho que admitir que ele tem ótimas sacadas. Se quiser conferir a coluna do cara, acessa aqui
Exemplifico com notinhas geniais o que pode ser encontrado no site dele:
Baixou o Leão Lobo
Os dois primeiros apresentadores do Patrola, programa ¿jovem¿ da RBS TV de Porto Alegre, finalmente estão encontrando os seus ¿espaços¿.
Gabriel Moojen, o jornalista que não conseguia conjugar um verbo mesmo regular, está na produção do Domingão. Ele e Fausto Silva se merecem.
A dona Mauren Motta trocou o programa por um emprego numa produtora e numa rádio virtual, depois de ter feito matérias free para o Fantástico. Vai trabalhar, ainda, no programa da Xuxa. A ¿nossa rainha¿ e a Mauren se merecem.
Ah, mais umas:
Pergunta 3
Por que os evangélicos sempre agradecem primeiro a Deus, quando ganham, por exemplo, 10 mil reais em um programa de TV?
Pergunta 4
As evangélicas quando chegam ao orgasmo agradecem primeiro a Deus?
dito por: Gustavo 4:38 PM
Diga-me.
Sexta-feira, Agosto 11, 2006 Minha cadela é foda
Pois bem, este fato vem se repetindo durante a semana e estou um pouco incomodado com ele. Descobri que a minha cadela é a curtição dos vira-latas do bairro. Todos os dias, ao chegar da minha extenuante jornada de trabalho, me deparo com uma convenção de cachorros tarados no pátio da minha casa. O alvo: a jovem e meiga Noa. Não sei se o adjetivo meiga ainda pode ser aplicado a ela. Em verdade, não pode mais, pois duvido que essa balbúrdia estaria ocorrendo se ela estivesse negando as investidas. O fato é o seguinte: a minha cadela é a diversão dos maltrapilhos do bairro.
É o mais grave: tudo ocorre no pátio da minha casa. Por serem pequenos, os invasores dão um jeito de passar pelo meio das grades ou por baixo do portão. Eles apertam o estômago e entram naturalmente pelas divisões. A princípio, era apenas um, que, segundo a empregada, violava o nosso terreno através de acrobacias ousadas, por uma fresta um pouco maior na junção das grades com o muro.
E a cachorrada é insistente. Como os donos são um pouco ausentes, nosso animal de estimação procura carinho em outras mãos. Confesso que sinto falta do meu falecido cão, Tamega. Morreu virgem, o coitado, mas, mesmo assim, nunca passamos pelo constrangimento de ter quatro hóspedes indesejados em busca de sexo no pátio de casa. Como espantar os vira-latas? Sugestões serão bem-vindas.
dito por: Gustavo 6:11 PM
Diga-me.
Quarta-feira, Agosto 09, 2006 Resumo da ópera
Vou falar um pouco da formatura para não parecer que esqueci de toda ela. O que não recordo, definitivamente, é a festa no Teresópolis Tênis Clube. A colação de grau foi emocionante. Cada colega que era chamado significava um filme na minha mente. Uns mais, outros menos, mas para todos havia guardada uma recordação. Tive a honra e felicidade de ser o mais votado para receber o Troféu Marcelino Champagnat, destinado ao aluno que mais contribuiu para a integração e amizade da turma durante a faculdade. Evidentemente, as festas em que fui anfitrião auxiliaram muito para que conquistasse a estatueta (um ser bizarro e enferrujado, mas com imenso valor simbólico).
A recepção não ficou devendo em nada para a formatura. Meus pais prepararam uma estrutura invejável e não pouparam esforços para que todos estivessem sempre com comida e bebida à revelia. Champagne, vinho, whisky e cerveja foram os destaques da noite. Eu não me contentei apenas com isso, pois possuía uma inebriante garrafa de tequila à espera deste dia para ser massacrada. E foi. Mais algumas porcarias e parti para a festa, da qual não lembro de muita coisa. Dizem que eu estava extremamente inquieto, incapaz de manter um tipo de atividade por muito tempo. No outro dia, passei mal. Porém, acho que me diverti bastante, apesar de não ter estas lembranças na memória.
Agora, curto os presentes e troco a montanha de vales que recebi de meus tios e amigos. CDs e DVDs serão as mais atraentes aquisições, já que livros eu recebi aos montes.
dito por: Gustavo 10:42 AM
Diga-me.
Sexta-feira, Agosto 04, 2006 A Formatura
Nesse momento que antecede a sala de estar... Ops, perdão! Essa é uma letra da Superguidis (Boa, Gustavo)! Nesse momento que antecede a formatura, me sinto mais ansioso do que nervoso. Quero que chegue logo a solenidade, que a recepção passe rápido e venha a festa. Obviamente, pretendo aproveitar todas essas etapas com muita intensidade, pois foram quatro anos de faculdade até chegar a esse dia especial.
Já estou vendo a turma de tantas festas e risadas se dividindo. Uns tentando a sorte em outros estados ou, até mesmo, países. Outros simplesmente perdendo o contato com os demais, como já vem ocorrendo no último mês. E, por último, há aqueles que casarão, terão filhos, viverão em função de um emprego que absorverá horas demais de suas vidas para que possam rever e manter as amizades da faculdade.
Uma solenidade de formatura é repleta de minúcias que não somos capazes de prever. Detalhes que modificarão completamente a nossa vida, mas, nesse momento de comemoração, passam despercebidos. Será incrível a hora que ¿Gustavo Satt Corrêa¿ for chamado para o ato de colação. Sinto as pernas tremerem cada vez que imagino (tomara que eu não tropece).
Coação
Uma série de normas da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários impede os alunos de realizarem qualquer tipo de comemoração excessivamente eufórica durante a sessão solene. Há medidas de coação aos formandos que aprontarem. Aqueles que forem flagrados com bebidas alcoólicas no campus não participarão da cerimônia e terão o ato de colação transferido para gabinete. Evidentemente, não deixaremos de beber por isso. Tenho uma garrafa da tequila ¿El Jimador¿, importada de Rivera, no Uruguai, à espera desse dia. Pretendo emborcar algumas doses no sábado. Logicamente, antes da colação, apenas duas ou três para descontrair um pouco.
Um colega me disse hoje que 10% da população brasileira possui problemas com álcool. Neste dia, farei parte dessa galerinha. Desejo uma ótima formatura para mim!!!!
dito por: Gustavo 11:39 AM
Diga-me.
Quarta-feira, Agosto 02, 2006 Good Charlotte Metal!!!???
Hoje fui almoçar no Bourbon Assis Brasil, em um restaurante chamado "Frango & Cia". Comi um prato feito com frango ao molho de quatro queijos e, aproveitando que ainda era cedo, decidi entrar na Banana Records e conferir a liquidição de CDs e DVDs, com até 50% de desconto. Evidentemente, não encontrei nada que prestasse no balaião. Passei aos que não se encontravam em promoção, alimentando a esperança de achar algo bacana e não tão caro. Mais uma vez, não fui bem-sucedido. Os preços estavam acima dos 40 reais, em média (ao menos naqueles discos que me chamaram a atenção).
Convencido de que criar minhas próprias coletâneas, infelizmente, ainda é o caminho, decidi conferir os CDs presentes na categoria "Heavy Metal". Deparei-me com um do Avenged Sevenfold ¿ uma banda pouco conhecida no Brasil, que mescla metal e punk ¿ e eu acho uma merda. Mas o que mais me impressionou foi a presença dos garotos do Good Charlotte na suposta seção de metal. Imaginei um headbanger entrando na Banana para comprar algum CD do Sepultura e, enfurecido, encontrando "os bons charlottes" na área metaleira da loja. Faltou critério e conhecimento aos que definiram a distinção heavy metal aos garotos meigos "pop punk emo" do Good Charlotte.
Falando em meiguice, estou todo meigo: formatura se aproximando e nervosismo aumentando. Emo? Não, também não é para tanto. Mas, quem sabe, ainda dou uma choradinha no sábado.
dito por: Gustavo 3:06 PM
Diga-me.
|

|